Psicologia do Desenvolvimento: Cuidados com o Idoso.
- 13 ago 2016
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CONCEITOS DE ENVELHECIMENTO E QUALIDADE DE VIDA.
É instituído o Estatuto do Idoso, destinado a regular os direitos assegurados às pessoas com idade igual ou superior a 60 (sessenta) anos.
Há uma grande heterogeneidade na população idosa, quando ás mudanças físicas, emocionais e sociais, o que dificulta uma generalização do processo de envelhecimento.
Além das diferenças individuais em relação á definição do que é envelhecimento, também importante, e que deve ser apontado é a sua contextualização no âmbito social e as dificuldades de diferenciar o que é “saúde” e “doença”.
Em relação aos idosos, a perspectiva de uma vida longa tem implicações importantes para a sua qualidade de vida. A longevidade pode trazer complicações importantes nas dimensões da vida humana, como física, psíquica, e social. Esses anos vividos a mais pode trazer conseqüências e sofrimentos a pessoa e á suas famílias, se forem marcados com doenças, declínio funcional, perda de autonomia, isolamento social e depressão.
No entanto se o individuo envelhecer se mantendo autônomos, independentes, ter uma alimentação adequada, água limpa, segurança econômica básica e acesso aos serviços de saúde, a sobrevida aumentará e poderá ser plena de significados e com boa qualidade de vida para o idoso.
DESENVOLVIMENTO FÍSICO E FISIOLOGIA DO ENVELHECIMENTO.
Pode ser definido o envelhecimento físico como “um processo dinâmico e progressivo no qual há alterações morfológicas, funcionais e bioquímicas que alteram o organismo ao longo do tempo, tornando-o mais suscetível ás agressões intrínsecas e extrínsecas que terminam por levá-lo á morte”.
O envelhecimento relaciona com as alterações das proteínas que compõe o organismo, sendo que elas constituem cerca de 15% dos componentes orgânicos.
Existem duas teorias que explicam a alteração protéica no organismo:
Teoria da deterioração da síntese protéica.
Teoria do relógio biológico
Para melhorar a compreensão sobre o estado de saúde dos idosos, utiliza o conceito de capacidade funcional: o envelhecimento saudável ocorre como resultado da “interação multidimensional entre saúde física, saúde mental, integração social e suporte familiar.
1° como o envelhecimento físico pode ser definido?
Pode ser definido o envelhecimento físico como “um processo dinâmico e progressivo no qual há alterações morfológicas, funcionais e bioquímicas que alteram o organismo ao longo do tempo, tornando-o mais suscetível ás agressões intrínsecas e extrínsecas que terminam por levá-lo á morte”.
MUDANÇAS FÍSICAS
Com o passar dos anos, a maioria dos sistemas corporais continua a funcionar de forma adequada, o coração, em particular, torna-se mais suscetível a doenças por causa de sua menor eficiência. A reserva do coração e de outros órgãos diminui.
Outras mudanças físicas que ocorrem no envelhecimento são: perda de pigmentação, textura e elasticidade da pele, os pêlos tornam-se mais finos e brancos, diminuição da estatura, rarefação dos ossos e tendências a dormir menos.
SAÚDE FÍSICA E MENTAL DO IDOSO
As condições crônicas no envelhecimento estão relacionadas com a saúde em geral e com problemas sociais.
Os problemas mais prevalentes nos idosos são as síndromes depressivas e demências relacionada a saúde mental na velhice.
Maioria dos idosos são razoavelmente saudável, principalmente se tem um estilo de vida que incorpore exercício e boa nutrição. Mesmo sendo que a maioria dos idosos tenham problemas crônicos.
DESENVOLVIMENTO COGNITIVO
Os idosos efetivamente continuam a adquirir novas informações e habilidades, são também capazes de lembrar e usar bem aquelas que já conhecem.
É variável o funcionamento cognitivo do idoso. Os idosos mostram boa plasticidade no desempenho cognitivo e podem ser muito beneficiados com treinamento.
DESENVOLVIMENTO PSICOSSOCIAL
A intensidade e o impacto das mudanças físicas sobre o individuo idoso podem ser determinantes para mudanças comportamentais.
Não são os idosos que tendem a se isolar, e sim a sociedade que os exclui por meios de mitos em inverdades sobre eles, como achar que não aprendem, não tem futuro, não podem decidir o que são melhor para eles.
Nesta fase Erik Erikson afirma que, o individuo tem como principal tarefa a resolução do conflito entre “integridade do ego” e “desespero”, do qual pode emergir a sabedoria na velhice.
A maior realização do idoso é recapitular e aceitar sua vida para que possam aceitar a chegada da morte.
Os idosos que não alcançam a aceitação são dominados pelo desespero, pois percebem que seu tempo é escasso demais para procurar outros caminhos para a integração do ego.
Repercussões emocionais da doença e da hospitalização no idoso
O adoecer na velhice, pode ter muitos significados, pode representar a causa de um sofrimento psíquico intenso que provoca um estado psicológico patológico ou a possibilidade de aceitação dos seus limites como ser humano.
Isso para o idoso pode ser vivenciado com muito sofrimento e colocar em questão a ameaça de perda de sua autonomia e independência.
O medo pode deixar o idoso muito frágil e levá-lo a uma crise psicológica durante o momento da doença.
Se o idoso for exposto a um ambiente desconhecido, com pessoas desconhecidas, pode produzir sentimentos de ameaça á sua integridade física e mental.
Em razão disso, o idoso pode manifestar atitudes até mesmo agressivas, recusando á tomar os medicamentos, ou a execução de algum procedimentos de enfermagem, deixa de se alimentar, não realizam sua própria higiene corporal, negligenciando seu autocuidado.
Essas atitudes podendo indicar um sentimento de insegurança e insatisfação, no processo de hospitalização como em situações de sentimentos de exclusão social, com afastamento do ambiente em que vive como trabalho e as atividades de lazer
INTERVENÇÕES DO ENFERMEIRO
O enfermeiro deve identificar as necessidades do idoso, ter uma visão e compreensão sobre o processo de envelhecimento do ser humano como período da vida, as emoções na velhice podem ser mais amplos e dinâmicos, no qual se somam fatores biológicos, psicossociais e culturais, resultando na relação do idoso com o meio ambiente ao qual pertence.
O enfermeiro deve estar atento ás mudanças ocorridas no idoso, devendo avaliar o nível de autoconceito e auto-estima, como que ele se expressa sua afetividade, interligando essas informações á possibilidades de efeitos colaterais de medicamentos que podem melhorar ou piorar seu comportamento.
Tem como objetivo identificar o desempenho do idoso em suas atividades básicas de vida diária, a utilização de um instrumento de coleta de dados específicos para o idoso , como a avaliação da capacidade funcional proposta por Katz e Lawton.
É importante lembrar que ao cuidar de um idoso, a quebra do preconceito tem significados relevantes, pois a presença desses pode prejudicar e limitar a avaliação do idoso.
Olhamos o envelhecimento como evento puramente biológico natural, considerando-se que, como processo biológico, envelhecer é diferente de ficar doente.
Cabe ao enfermeiro desenvolver uma percepção a respeito dos desejos, das aspirações e das motivações como fonte de vida para a pessoa idosa, associando uma infinidade de intervenções de enfermagem, da educação ou do cuidado assistencial.
Ao acolher um idoso deve ser comtempladas: planta física, iluminação, acessos para realização de suas necessidades, comunicação com o meio interno e externo e com o serviço de enfermagem por meios de telefones ou campainhas, horários corretos para refeições e visitas.
Deve recomendar que a família ou acompanhante permaneça junto ao idoso, direito esse previsto pelo Estatuto do Idoso.
Falando de apoio emocional ao idoso, muitas vezes, torna-se vago o modo como é direcionado o plano de assistência de enfermagem. Esse apoio pode ser representado por ações simples, como: ajuda-lo a caminhar, a mudar de posição, a alimentar-se, ate mesmo um apoio espiritual, tratar com carinho, de afeto, ate mesmo fazer uma leitura ao idoso.
O mais importante é o apoio da família, que é um fator para a qualidade de vida na velhice.
Com a família o idoso se sente seguro, produzido a partir de uma relação de amizade, solidariedade e amor entre seus membros.
Nessa etapa da vida, a família funciona como se fosse o alicerce de emoções e de vínculos sociais entre o idoso e o mundo.
Considerando uma assistência de enfermagem ao binômio (Esperança e criança; binômio palpável do futuro) “ idoso e família”, compreendendo sua importância para a qualidade de vida do idoso.
O apoio da família é importante para a qualidade de vida?
Sim, pois o idoso se sente mais seguro, tem como seus membros familiares amigos e sentimentos, com a ajuda dos cuidados da enfermagem o idoso vai se sentir confortável.
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