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Nó verdadeiro de cordão umbilical

  • 31 jul 2016
  • 2 Min. de lectura

Segundo pesquisas, o nó verdadeiro de cordão umbilical ocorre em 0,5% a 2% dos partos. Dificilmente é diagnosticado nos exames pré-natais. Raramente é visualizado nos ultrassons. Acredita-se que o nó é formado com o feto ainda pequeno, ao ponto de conseguir dar uma volta em torno de si mesmo, formando assim um nó. O nó fica frouxo e lubrificado pelo líquido amniótico durante toda a gestação. Não comprometendo o fluxo sanguíneo. Durante o trabalho de parto, o nó fica apertado. Durante as contrações, o bebê se movimenta, e é nesse momento que o nó aperta levando o bebê a óbito resultante de anoxia fetal, que seria uma deficiência de oxigenação do sangue. Quando é diagnosticado previamente em uma ultrassonografia, opta-se pelo parto cesárea, para que não ocorra contrações. No parto normal, é fatal.

Por esse motivo, no momento pré-parto, os batimentos dele começaram a ficar "estranhos".

DR. JORGE KUHN RESPONDE: NÓ NO CORDÃO UMBILICAL É INDICAÇÃO DE CESÁREA?

Dr. Jorge Kuhn responde: O assim denominado “nó verdadeiro do cordão umbilical”, NÃO é indicação de operação cesariana pelo simples fato de que – até o momento – não há método de imagem (Radiografia, Ultrassonografia, Tomografia Computadorizada, Ressonância Magnética etc.) que possa diagnosticar o fenômeno antes do nascimento. Em outras palavras, o diagnóstico de “nó verdadeiro do cordão umbilical” somente é feito APÓS o nascimento do bebê, ao se fazer a revisão dos “anexos fetais”, isto é, ao se verificar a placenta, o cordão umbilical e as membranas ovulares (bolsa).

Blogueiras de Sling perguntam: E isso pode prejudicar o Bebê?

Resposta: NÃO

Nós verdadeiros, nós falsos e geléia de Wharton

No cordão umbilical pode ser visualizado um tipo especial de tecido chamado de tecido conjuntivo mucoso ou geléia de Wharton. Esse tecido é caracterizado por ser formado por muita substância fundamental amorfa, contendo glicosaminoglicanas, proteoglicanas, e, sobretudo, ácido hialurônico. As fibras colágenas predominam sobre os outros tipos e os fibroblastos podem ser identificados devido, principalmente, à sua eosinofilia e ao seu núcleo ovóide.

Os prolongamentos citoplasmáticos dos fibroblastos são dificilmente percebidos nesse tipo de preparação. O tecido mucoso também pode ser encontrado na polpa dentária jovem. Células da geléia de Wharton podem expressar genes tronco de várias células, incluindo a telomerase. . Elas podem ser extraídas, cultivadas e induzidas a se diferenciarem em tipos celulares maduros, como os neurônios. Geléia de Wharton é, portanto, uma fonte potencial de células-tronco adultas. E cerca o cordão umbilical, que geralmente tem duas artérias e uma veia. Como os vasos umbilicais são mais longos que o cordão, é comum a torção e o dobramento dos vasos, freqüentemente formam alças produzindo nós falsos, que não tem nenhum significado, entretanto, em cerca de 1% das gestações, formam-se nós verdadeiros do cordão, que podem tornar-se apertados e causar a morte fetal resultante de anoxia fetal, que seria uma deficiência de oxigenação no sangue fetal. Na maioria dos casos, os nós se formam durante o trabalho de parto, na passagem do feto através de uma alça do cordão. Pelo fato de estes nós serem usualmente frouxos, eles não tem significado clínico. Ocasionalmente, ocorre a formação de alças simples do cordão em torno do feto. Em cerca de um quinto de todos os partos,o cordão forma alças frouxas em torno do pescoço, sem aumento de risco para o feto.

 
 
 

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