A importância de uma dieta equilibrada na gestação
- 19 jul 2016
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A nutricionista Deborah Pessoa de Mendonça, da CLINLIFE: “o estado nutricional da gestante influi diretamente na saúde e desenvolvimento do feto”
Para uma gestação saudável, é importante adotar uma alimentação equilibrada, evitando problemas sérios, como a diabetes gestacional. A pirâmide abaixo representa como deve ser a alimentação adequada para a gestante durante a gravidez e durante a amamentação. A gestação é um momento para fazer escolhas saudáveis, a fim de ganhar somente o peso necessário para o aumento dos tecidos maternos e o desenvolvimento do bebê. É uma época para fazer dietas restritivas e nem pensar em perder peso. Por outro lado, também não significa comer em excesso ou “comer por dois”. A perda ou o excesso de peso nessa fase pode trazer prejuízos tanto para a saúde da criança quanto da mãe – como o desenvolvimento da diabetes gestacional.
A nutricionista Deborah Pessoa de Mendonça, da CLINLIFE, ouvida pelo Portal Medicina e Saúde sobre o assunto, comenta sobre esses riscos. Segundo ela, “a gestante está em risco de ter carências nutricionais, pois é uma fase que a demanda por energia e nutrientes (proteína, cálcio, ferro, ácido fólico e Vitamina A) é maior devido ao estado anabólico constante e ajustes contínuos em relação a diversos nutrientes. O estado nutricional da gestante influi diretamente na saúde, crescimento e desenvolvimento adequado do feto, seu peso ao nascer, nas chances de prematuridade, mortalidade e neonatal. Daí, a necessidade de uma alimentação saudável, personalizada e equilibrada que irá refletir positivamente em outros eventos relacionados à gestação, no puerpério e na lactação”.

Ela explica que “a gestante deve receber orientação nutricional de acordo com a idade, estado nutricional, sintomas da gravidez (náuseas, vômitos e azia), atividade física e patologias associadas. O diagnóstico nutricional precoce, principalmente no período pré-natal se faz necessário para a promoção de ações que contribuam para melhores resultados dietéticos e da gestação garantindo um ganho de peso adequado para a mãe e o bebê.”
Alimentação equilibrada - Os nove meses de gestação exigem uma alimentação equilibrada, com todos os grupos alimentares, o que não significa que a gestante não possa comer umas besteirinhas. Mas, em determinados períodos, o consumo de certos nutrientes deve ser reforçado.
Aquela velha história de que se deve comer por dois durante a gestação está totalmente equivocada. O segredo está na escolha dos nutrientes, que precisam ser consumidos adequadamente em cada fase da gravidez, para garantir a saúde do bebê e da futura mamãe.
É nesse período, portanto, que a alimentação precisa ser selecionada e muito mais balanceada. É claro que nada substitui o acompanhamento médico e os exames que têm de ser feitos durante o pré-natal.
Os principais nutrientes a serem consumidos em todas as fases da gestação são: • Frutas • Cereais • Verduras e hortaliças • Laticínios e derivados do leite • Carnes • Aves • Pescados • Ovos • Leguminosas • Alimentos oleaginosos
Além da importância de uma alimentação completa, rica em todos os nutrientes, e composta por alimentos de todos os grupos, é importante lembrar também que alguns nutrientes específicos devem ter atenção especial durante a gestação, pois são de extrema importância para o desenvolvimento e crescimento do bebê, além da saúde e bem-estar da mãe, ressalta. Esses nutrientes são as vitaminas e os minerais: • Ferro • Cálcio • Ácido fólico • Vitamina C • Vitamina E • Vitamina A
Alimentos a serem evitados - Durante a gestação, o consumo de cafeína (café e chá) deve ser moderado e de preferência feito junto com leite. É aconselhável também evitar frituras, gorduras, alimentos com cheiro forte e desagradável, bem como condimentos (ketchup, pimenta, mostarda e picles). Também não deve beber líquidos durante as refeições, a fim de evitar a distensão do estômago e uma digestão mais lenta.
Outros alimentos proibidos são: queijo fresco de leite não pasteurizado (devido ao risco de se contrair brucelose); álcool, pois afeta o desenvolvimento do bebê; comidas que aumentam a formação de gases, como grãos, feijão, repolho, couve-flor e bebidas gaseificadas; carne mal passada (em razão do risco de toxoplasmose); mariscos e maioneses (devido ao perigo de salmonela).
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